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O fim da inovação?

Certas coisas não fazem o menor sentido. Pouco importa a lógica ou a perspectiva com que são tratadas certas notícias, o fato de startups como Snapchat esnobarem ofertas de aquisição de bilhões de dólares enquanto empresas de infraestrutura digital como Intel e Cisco apresentarem ganhos pífios mostra que o mundo digital parece ter, mais uma vez, perdido o contato com a realidade.
A supervalorização das tecnologias de consumo, encabeçada por Facebook, Google e Apple, aumentou a fronteira entre o que é novo e o que é consolidado, entre o imediato e o futuro, o local e o global, fornecedores e consumidores. Em centros de inovação como o Vale do Silício, boa parte dos novos engenheiros de software não quer saber de grandes projetos estruturais de médio ou longo prazo. O que interessa para a maioria é fazer aplicativos e criar novas empresas, de preferência para vendê-las para um gigante qualquer e viver de rendas o quanto antes.
Essa distorção esvazia segmentos menos descolados, como semicondutores, redes e bases de dados, e pode levar a uma situação preocupante no futuro próximo. Sem um bom roteador não há rede segura, sem uma boa placa gráfica, Netflix e videogames perdem o lustro, sem uma base de dados praticamente não se faz nada que preste.
Leia mais (04/14/2014 – 03h00)

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